UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Faculdade de Educação
Programa de Pós-Graduação em Educação
Disciplina: Educação, Sociedade e Práxis pedagógica
Professores: Dra. Maria Cecília de Paula Silva e Dr. Miguel Angel García Bordas
Relatório do encontro do dia 14/04/2009
O encontro começou com uma apresentação sobre a “Teoria dos Sistemas”, feita pelo colega Marcus Túlio. Anotei alguns itens a respeito do conteúdo abordado por Marcus, se houver algum equívoco, por favor, corrijam-me:
- Um dos conceitos desta teoria é o de “criticalidade” que são os momentos críticos nos quais o sistema perde o equilíbrio.
- Não é possível prever de maneira linear os momentos críticos de um sistema.
- Nesta teoria, os conceitos são mais metafóricos.
- Não há diferença qualitativa entre pequenas e grandes flutuações.
- As leis destas teorias revelam a simplicidade por trás da complexidade.
- Nos sistemas complexos não há uma convergência para que seja possível a descrição normal da curva de Gauss.
- Um pedaço do sistema tem a forma do conjunto inteiro, esse é o conceito de fractal.
- As variáveis de “forma” são chamadas de topológicas.
Américo fez um comentário, interpretando que de acordo com esta abordagem, não haveria “livre arbítrio”.
Marcus prosseguiu a apresentação enfatizando que a idéia de complexidade, implica na pluralidade de atores sociais que interagem através de ações específicas. “O importante nem é o ator, mas as interações estabelecidas”.
Américo questionou se a abordagem exposta não estaria trazendo “uma pergunta velha” para situações novas.
A Dra. Cecília também questionou o caráter “abstrato” da linguagem matemática e sua capacidade de “previsão”. Túlio argumentou que segundo a teoria de sistemas, uma mudança numa variável pode mudar o “cenário” e que não há previsão de quando uma mudança vai acontecer. Um sistema pode simplesmente reconfigurar-se e/ou transformar-se em outro. A qualidade de um sistema está na sua “coesão”.
A Dra. Cecília perguntou a Túlio qual seria o “desafio” dele no doutoramento e ele respondeu dizendo que há um nível “ontológico” nos “espaços de aprendizagem” com vistas a uma educação local, e que portanto, ele pretende trabalhar trabalhar com uma “comunidade física”, eu diria, “presencial” e não virtual, com o objetivo de estabelecer como se produz o conhecimento nesta comunidade: “Nesta comunidade se produz o conhecimento assim”.
O Dr. Miguel A. García interviu questionando como esta teoria poderia contribuir para uma melhoria na Educação, que vantagens e que novas abordagens poderiam vir daí... O Dr. Miguel chamou atenção para a originalidade do trabalho de Túlio, evidenciando como exemplo o caso da Universität de Bielefield como aplicação da Teoria de Luhman na gestão do conhecimento. Chegamos a acessar a página desta universidade e a visualizar alguns aspectos desta instituição de ensino superior alemã.
Após o intervalo, toda a turma questionou a dinâmica da disciplina e as leituras. Uma parte da turma concordou com as leituras, mas por outro lado, enfatizou a necessidade de alteração do calendário.





