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Educação, Sociedade e Práxis Pedagógicas

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Educação, Sociedade e Práxis Pedagógicas

NOVO ENEM – POR QUE A PRESSA ?

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Olá,
Encmainho nota da diretoria do ANDES sobre a proposta do novo modelo de vestibular. Não consegui colocar no nosso espaço virtual. Assim, quem puder, coloque. Abraços,
Cecília de Paula

Circular nº 082/09 Brasília, 4 de maio de 2009

Às seções sindicais, secretarias regionais e aos Diretores do ANDES-SN


NOTA DA DIRETORIA

NOVO ENEM – POR QUE A PRESSA ?

As instituições federais de ensino superior (IFES) do Brasil estão sendo chamadas para definir, de forma absolutamente açodada, se ingressarão ou não no Sistema de Seleção Unificada (SSU) do MEC. Leia-se este “sistema” como a utilização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) modificado como forma de seleção para o ingresso em uma instituição federal de ensino superior!

Muitos questionamentos surgem ao analisarmos minimamente a proposta do governo, apresentada pelo INEP/MEC com suas justificativas.

Comecemos pela seguinte afirmação, constante do texto do INEP: “... o vestibular tradicional ... traz implícitos inconvenientes. Um deles é a descentralização dos processos seletivos, que, por um lado, limita o pleito e favorece candidatos com maior poder aquisitivo, capazes de diversificar suas opções na disputa por uma das vagas oferecidas. Por outro lado, restringe a capacidade de recrutamento pelas IFES, desfavorecendo aquelas localizadas em centros menores.” Podemos aqui colocar algumas perguntas: não estarão os mesmos candidatos com maior poder aquisitivo sendo favorecidos uma vez que são esses que freqüentam as melhores escolas (ver resultado do último ENEM) e, consequentemente, devem ser esses os que obterão as melhores notas nessa prova, tendo inclusive mais recursos para o acompanhamento e monitoramento, através da Internet, do proce sso de escolha de cursos e/ou instituições, bem como com possibilidades de migração?

O resultado do último ENEM escancara as contradições que resultam da denominada qualidade da educação. Como imaginar que os estudantes possam chegar aos mesmos resultados em tal exame, se partem de realidades e recursos completamente distintos, manifestos, por exemplo, nas dimensões: estrutura física (adequação de salas, existência de biblioteca e laboratórios bem equipados e em funcionamento etc.), pedagógica (relações desejáveis de estudantes/docente, de estudantes/funcionários técnico-administrativos, material didático condizente, equipamentos técnicos e tecnológicos à disposição dos usuários etc..), trabalhista (condições de trabalho e salário dos trabalhadores em educação que militam na unidade, no sistema) esocial (disponibilidade e condição da família e do entorno social par a compartilhar com o estudante os bens culturais acumulados pela humanidade)? Em relação a recrutar “melhores” estudantes, não estaria este processo criando as ferramentas para reforçar a idéia de centros de excelência nas regiões do país historicamente mais desenvolvidas, em contraposição à necessidade de termostodas as IFES com o mesmo status?

Apontamos ainda para o fenômeno de deslocamento elitizante (estudantes com melhores recursos sócio-econômicos e educacionais), pois os estudantes com melhor desempenho no ENEM, ao saírem de seus locais de origem para outros centros, não necessariamente neles permanecerão, pois a tendência é voltar para sua região. Dessa forma, a universidade deixa de ser uma referência de desenvolvimento para o local em que está instituída, formando profissionais para outras regiões que não aquela onde está.

O governo enfatiza que esta nova modalidade de vestibular (pois a divisão do exame em várias partes temáticas não mantém as características originais do ENEM) busca também estimular a mobilidade estudantil, uma vez que entende que tornará a disputa pelas vagas das IFES mais isonômica, retirando do processo o fator econômico. No entanto, mesmo que aceitássemos tal argumento, fica ainda a questão quanto ao acesso e permanência dos estudantes nas instituições fora de seus locais de origem: a verba para assistência estudantil (moradia, alimentação, transporte, material escolar,...) será suficiente para estas necessidades básicas dos estudantes? Não seria este um fator extremamente importante para evitar a evasão escolar?

A questão da evasão também está colocada quando olhamos para a possibilidade de o estudante poder concorrer em até 5 cursos e/ou instituições do país: permitir mais de uma opção significa que poderemos ter estudantes em cursos não prioritários para eles, o que poderá levar à evasão devido à busca de vaga no curso de 1ª. opção.

Seguindo a leitura do documento do INEP: “outra característica do vestibular tradicional ... é a maneira como ele acaba por orientar o currículo do ensino médio”; perguntamos: por ser o ENEM utilizado como o novo vestibular unificado, não irá orientar também o currículo do ensino médio? Assim sendo, uma prova unificada, com conteúdo nacional, em detrimento dos conhecimentos regionais, poderá levar à perda do estudo das diferenças regionais tais como a cultura, a história, a geografia, a literatura, a arte regionais, levando a uma pasteurização e homogeneização da diversidade regional brasileira.

A instituição de um exame nacional unificado válido para a obtenção de uma vaga em uma IFES traz problemas atualmente não tão cruciais, quando da realização do atual ENEM, de adesão voluntária e não decisiva, que é a questão da segurança em termos de fraudes; como será enfrentada?

Some-se a tantas indagações a questão de um “exame vestibular” realizado antes do final do semestre letivo; não há aí mais um fator elitizante, uma vez que não há, nas escolas públicas, a mesma facilidade em antecipar os conteúdos curriculares como ocorre nas escolas particulares?

O ENEM, até o momento, tem sido utilizado para avaliar o ensino médio e certificar a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Como poderá o novo ENEM atingir estes mesmos objetivos, acrescido, agora, da responsabilidade de servir como prova de seleção para entrar em uma universidade pública, objetivo este tão almejado pelo estudante brasileiro?

Como fica a autonomia das universidades tendo que decidir sobre tal tema – a forma de acesso dos estudantes a seus cursos – dentro de um tempo tão exíguo? A comunidade universitária precisa de tempo para debater e se manifestar sobre o assunto!

Este tema, na realidade, mascara o principal problema existente em nosso país: mais importante do que a forma de acesso à universidade é buscar garantir o direito de todos os que queiram ter acesso à educação superior pública.

Brasília, 4 de maio de 2009

Diretoria do ANDES-SN


 

Relato da aula do dia 05 de Maio (dia do Dilúvio)

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Relato da aula do dia 05 de Maio

(dia do Dilúvio)

Terça-Feira (05/05/2009) foi de muita chuva na cidade de Salvador. Começamos a aula com um pouco de atraso na esperança de que mais alguém conseguisse chegar. A aula começou com a presença dos dois professores (Miguel e Cecília) e de 09 alunos. A arrumação da sala foi modificada. Achei interessante, pois houve uma aproximação de corpos (de certa forma um aconchego, um acolhimento e, também, um cuidado com as vozes, com o frio).

O texto discutido foi Educação como aliada da luta revolucionária de João Henrique Rossler e Teorias Educacionais e teorias Psicológicas: em busca de uma psicologia marxista da educação de Marilda Gonçalves Dias Facci. Foi um debate bastante interessante, o que pode ter sido favorecido pela aproximação de corpos ocasionada pela disposição desses em sala de aula e ainda pelo próprio número de alunos presentes naquela tarde, as discussões aconteceram em torno de questões abordadas pelos autores e as nossas próprias indagações. Houve muitas falas, muita controvérsia, como também consenso. Mas, pegando a fala de um poeta português que adoro chamado Fernando Pessoa, “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Como nossa alma não é pequena, o debate foi muiiiiiiito proveitoso - nos mostramos mais, o que não deixa de ser outro tipo de aproximação, que até pode ser vista através dos distanciamentos de idéias e posições.

Outros pontos abordados: a hierarquização do saber, as mudanças no vestibular e o novo papel do Enem (as discussões e posicionamentos das universidades em relação a esta nova problemática).

Depois da aula encontrei alguns colegas e amigos de turma (disciplina práxis) e o comentário geral foi que esta aula foi a melhor até agora.

Para a próxima aula o texto é o de Mészáros, na verdade são três capítulos: A controvérsia sobre Marx, Individuo e sociedade e Alienação e a crise da educação do livro "A teoria da alienação em Marx". Boa leitura!

p.s. No final da aula dois colegas chegaram, contribuindo com o final das discussões, principalmente no que concerne o tema mudanças no vestibular e o critério de escolha para os “melhores” alunos (a pontuação no Enem) – o que não foi menos controverso.

p.s2 Quanto as apresentações não sei o que dizer.

Elizabeth

 

 

Última atualização em Seg, 11 de Maio de 2009 22:44
 

Relato de aula 7, dia 14/04/2009

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Faculdade de Educação

Programa de Pós-Graduação em Educação

Disciplina: Educação, Sociedade e Práxis pedagógica

Professores: Dra. Maria Cecília de Paula Silva e Dr. Miguel Angel García Bordas

  

Relatório do encontro do dia 14/04/2009

  

O encontro começou com uma apresentação sobre a “Teoria dos Sistemas”, feita pelo colega Marcus Túlio. Anotei alguns itens a respeito do conteúdo abordado por Marcus, se houver algum equívoco, por favor, corrijam-me:

 
  • Um dos conceitos desta teoria é o de “criticalidade” que são os momentos críticos nos quais o sistema perde o equilíbrio.
  • Não é possível prever de maneira linear os momentos críticos de um sistema.
  • Nesta teoria, os conceitos são mais metafóricos.
  • Não há diferença qualitativa entre pequenas e grandes flutuações.
  • As leis destas teorias revelam a simplicidade por trás da complexidade.
  • Nos sistemas complexos não há uma convergência para que seja possível a descrição normal da curva de Gauss.
  • Um pedaço do sistema tem a forma do conjunto inteiro, esse é o conceito de fractal.
  • As variáveis de “forma” são chamadas de topológicas.
 

Américo fez um comentário, interpretando que de acordo com esta abordagem, não haveria “livre arbítrio”.

 

Marcus prosseguiu a apresentação enfatizando que a idéia de complexidade, implica na pluralidade de atores sociais que interagem através de ações específicas. “O importante nem é o ator, mas as interações estabelecidas”.

 

Américo questionou se a abordagem exposta não estaria trazendo “uma pergunta velha” para situações novas.

 

A Dra. Cecília também questionou o caráter “abstrato” da linguagem matemática e sua capacidade de “previsão”. Túlio argumentou que segundo a teoria de sistemas, uma mudança numa variável pode mudar o “cenário” e que não há previsão de quando uma mudança vai acontecer. Um sistema pode simplesmente reconfigurar-se e/ou transformar-se em outro. A qualidade de um sistema está na sua “coesão”.

 

A Dra. Cecília perguntou a Túlio qual seria o “desafio” dele no doutoramento e ele respondeu dizendo que há um nível “ontológico” nos “espaços de aprendizagem” com vistas a uma educação local, e que portanto, ele pretende trabalhar trabalhar com uma “comunidade física”, eu diria, “presencial” e não virtual, com o objetivo de estabelecer como se produz o conhecimento nesta comunidade: “Nesta comunidade se produz o conhecimento assim”.

 

O Dr. Miguel A. García interviu questionando como esta teoria poderia contribuir para uma melhoria na Educação, que vantagens e que novas abordagens poderiam vir daí... O Dr. Miguel chamou atenção para a originalidade do trabalho de Túlio, evidenciando como exemplo o caso da Universität de Bielefield como aplicação da Teoria de Luhman na gestão do conhecimento. Chegamos a acessar a página desta universidade e a visualizar alguns aspectos desta instituição de ensino superior alemã.

 

Após o intervalo, toda a turma questionou a dinâmica da disciplina e as leituras. Uma parte da turma concordou com as leituras, mas por outro lado, enfatizou a necessidade de alteração do calendário.

 

Slides das apresentações

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Gente,

Penso que uma alternativa interessante para movimentar o nosso site seria anexar as apresentações dos trabalhos. De alguma forma cada um está tentando fazer um linq da sua proposta com as idéias de Freire e isso é muito rico. Que acham???  Gilmara

 

Temas norteadores

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Questões norteadoras: 

  1. Como os conceitos: Educação, Sociedade e Práxis se encontram e quais as suas relações e tensões?
  2. Como a idéia de práxis foi construída historicamente?
  3. Quais os conceitos de práxis existentes fora do marxismo?
  4. Quais as relações entre marxismo e semiótica? 

Temas Propostos 

  • Educação inclusiva e mudança social
  • Violência simbólica
  • A semiformação
  • Geração net
  • Filosofia da praxis
Referências
 
 

Última atualização em Ter, 14 de Abril de 2009 19:57
 


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