Nortes da aula:
· Discussão do texto:
Uma descrição densa. Geertz
Sociedade educação e desencantamento. Rodriguez
· Apresentação de Isa
Por volta das 14:00h inicia-se a aula com a presença de uns 7 alunos... não me recordo ao certo...
O professor começa a aula apresentando ”La cancion de La persona” e os slides da temática Ser x Ter.
Apenas para ilustrar e não há comentários mais aprofundados.
Arturo questiona sobre uma frase de Paulo Freire citada na apresentação de Antrifo... “Ninguém ensina a ninguém”. Marcos fala para observar a frase como um todo. Arturo cita o exemplo do ato de ensinar sua filha a escovar os dentes onde ele não faz mediação entre a escova e a filha... e o papo cai no esquecimento... não há mais considerações.
É questionada a relevância de pesquisa qualitativa em um contexto singular e especifico.
Fala-se de que de alguns espaços específicos podem-se observar elementos importantes para outras esferas. É citado o caso de uma escola onde há inclusão de surdos.
É citado o texto Sociedade educação e desencantamento, onde para Weber , “a sociedade não é um bloco, é uma teia”.
A função da escola racionalista tendo como fim a formação para o vestibular.
Há algumas falas a questionar este modelo de educação. Fala-se que é melhor ter escola do que não ter. Fala-se que é preciso compreender os conjuntos ideológicos presentes na escola. O professor fala rapidamente sobre a questão do ter e do ser e eu lembro um pouco das idéias de Habermas sobre diminuir os determinantes do Mundo do Sistema em detrimento ao Mundo da Vida... apenas pensei... não falei.
O professor detém a fala e divulga o I Congresso Nacional de Educação Ambiental , em João Pessoa – PB, 10 a 13 de junho.
É relatada dificuldade de tecer as relações entre os textos que partem de olhares diferentes... semiótica, hermenêutica, estruturalismo...
E o professor se posiciona ... a idéia é a partir dos textos iniciais ter “Noções para poder conhecer independente do olhar semiótico, traçando as relações com outros autores e, se necessário, aprofundar”.
Fala da importância da consciência critica, analista e reflexiva e a aproximação dos determinantes entre o ser e o ter.
É perguntado qual o objetivo da disciplina? Qual o propósito da disciplina para o curso?
“Ver analiticamente o programa da disciplina e ver os temas geradores para construção da disciplina a partir dos eixos temáticos articuladores do programa de mestrado em educação”.
O professor apresenta o programa da disciplina Educação, sociedade e práxis quando ministrada com profª.Vera.
“Organizada na década de 1990 que trata das questões que tem a ver com educação e sociedade. A fricção mais importante da disciplina é a relação entre educação e sociedade numa relação de práxis pedagógica”.
“Perspectiva da educação como mediação na constituição do sujeito”.
“Educação como instância político-pedagógica”.
“Disfunção mercadológica da educação”.
A partir da sugestão inicial dos textos serão traçadas questões nucleares importantes a serem discutidas na disciplina.
Durante a apresentação o professor trilhou por outros ramos e “saiu” do contexto do que lhe fora perguntado e a turma, ao meu olhar, tendeu a ficar dispersa e, de certa forma, sem saber como tentar retomar o “bate-papo intectual” tendo como base os textos...
Em seguida o professor propõe textos para a semana Santa
Otto Maduro – Mapas para a festa
A cultura escolar na sociedade neoliberal Pérez Gómez – trecho sobre valores. Disponível na Xerox.
Questiona : Qual o jogo que os EUA estão colocando para o mundo brincar e jogar?
Monopolio – banco imobilário. Faz Críticas aos valores que regem as relações do mundo.
O imbecil coletivo – Olavo de Carvalho http://www.olavodecarvalho.org/livros/imbecil.htm
E cita que enquanto a turma não se posicionar ele vai continuar sugerindo leituras para poder “botar fogo” nas discussões. Reconhece que saiu do norte traçado e é retomada a discussão com alguns posicionamentos a partir da leitura do texto.
Algo sobre descrever o falar, o significado que emerge a partir do acontecimento.
O que é que se quer dizer? Quem diz? O ser que ele procura está no lugar social onde se fala.
Eu estava ali apenas na condição de relator, meu desejo era sair da sala e não consegui sintetizar as idéias do colega.
O professor fala sobre Estudos em Representações Sociais, cita a abordagem Estrutural de Abric que envolve a Teoria do Núcleo Central e os Elementos periféricos e neste momento “fujo” na tentativa de me reencontrar a partir da solução de alguns problemas pessoais...
(...)
Este vazio fica pela minha ausência na sala de aula e pode ser preenchido pelos pares presentes.
(...)
Sobre o texto: Sociedade educação e desencantamento . É criticado o olhar do autor sobre a sua escrita e para quem se escreve. Pessoa branca de classe media para brancos de classe média a partir dos exemplos citados. É falado sobre ter o cuidado por não se tratar da obra de Weber e sim de um olhar sobre a obra de Weber.
O professor faz uma confissão sobre a escolha deste texto e seu interesse para que os alunos conheçam mais sobre semiótica.
O professor propõe outro desafio, encontrar e assistir a palestra inicial do mestrado sobre os encantos e desencantos com a educação que não me recordo o nome do palestrante, mas Sule já enviou o link ao e-mail do grupo.
Percebi que poucos se tornam sujeitos da fala durante a aula, preferindo a escuta, embora perceba que há algo a ser dito... proponho antes de abrirmos a discussão ao ‘grupão’, reunirmos em grupos menores num primeiro momento e, em cada grupo serem estruturados pontos ou itens para serem debatidos pelo coletivo. Acredito que possamos ganhar nas discussões que não se encerram e estimular a reflexão a partir das interações em cada pequeno grupo.
Na fala de encerramento da aula, o professor faz uma afirmação de perspectiva semiótica ... O importante não é o que “A” ou “B” falam, mas meu posicionamento ante ao que foi dito.
E Isa não apresentou seu trabalho...
Entre os escritos, não escritos, mal ouvidos, bem ouvidos... (re)significados pelos meus sentidos e relatados neste breve texto que não é capaz de sintetizar a vivência da aula agradeço a leitura e peço desculpas pelo prolongamento da escrita.
Angelo Amorim





