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Educação, Sociedade e Práxis Pedagógicas

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Educação, Sociedade e Práxis Pedagógicas

Relato da aula 5 - 31.03.2009

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Nortes da aula:

·         Discussão do texto:

Uma descrição densa. Geertz

Sociedade educação e desencantamento. Rodriguez

·         Apresentação de Isa

 

Por volta das 14:00h inicia-se a aula com a presença de uns 7 alunos... não me recordo ao certo...

O professor começa a aula apresentando  ”La cancion de La persona” e os slides da temática Ser x Ter.

Apenas para ilustrar e não há comentários mais aprofundados.

 

Arturo questiona sobre uma frase de Paulo Freire citada na apresentação de Antrifo... “Ninguém ensina a ninguém”. Marcos fala para observar a frase como um todo. Arturo cita o exemplo do ato de ensinar sua filha a escovar os dentes onde ele não faz mediação entre a escova e a filha... e o papo cai no esquecimento... não há mais considerações.

 

É questionada a relevância de pesquisa qualitativa em um contexto singular e especifico.

Fala-se de que de alguns espaços específicos podem-se observar elementos importantes para outras esferas. É citado o caso de uma escola onde há inclusão de surdos.

 

É citado o texto Sociedade educação e desencantamento, onde para Weber , “a sociedade não é um bloco, é uma teia”.

A função da escola racionalista tendo como fim a formação para o vestibular.

Há algumas falas a questionar este modelo de educação. Fala-se que é melhor ter escola do que não ter. Fala-se que é preciso compreender os conjuntos ideológicos presentes na escola. O professor fala rapidamente sobre a questão do ter e do ser e eu lembro um pouco das idéias de Habermas sobre diminuir os determinantes do Mundo do Sistema em detrimento ao Mundo da Vida... apenas pensei... não falei.

 

O professor detém a fala e divulga o I Congresso Nacional de Educação Ambiental , em João Pessoa – PB, 10 a 13 de junho.

 

É relatada dificuldade de tecer as relações entre os textos que partem de olhares diferentes... semiótica, hermenêutica, estruturalismo...

E o professor se posiciona ... a idéia é a partir dos textos iniciais ter “Noções para poder conhecer independente do olhar semiótico, traçando as relações com outros autores e, se necessário, aprofundar”.

Fala da importância da consciência critica, analista e reflexiva e a aproximação dos determinantes entre o ser e o ter.

 

É perguntado qual o objetivo da disciplina? Qual o propósito da disciplina para o curso?

“Ver analiticamente o programa da disciplina e ver os temas geradores para construção da disciplina a partir dos eixos temáticos articuladores do programa de mestrado em educação”.

O professor apresenta o programa da disciplina Educação, sociedade e práxis quando ministrada com profª.Vera.

“Organizada na década de 1990 que trata das questões que tem a ver com educação e sociedade. A fricção mais importante da disciplina é a relação entre educação e sociedade numa relação de práxis pedagógica”.

“Perspectiva da educação como mediação na constituição do sujeito”.

“Educação como instância político-pedagógica”.

“Disfunção mercadológica da educação”.

A partir da sugestão inicial dos textos serão traçadas questões nucleares importantes a serem discutidas na disciplina.

Durante a apresentação o professor trilhou por outros ramos e “saiu” do contexto do que lhe fora perguntado e a turma, ao meu olhar, tendeu a ficar dispersa e, de certa forma, sem saber como tentar retomar o “bate-papo intectual” tendo como base os textos...

 

Em seguida o professor propõe textos para a semana Santa

Otto Maduro – Mapas para a festa

A cultura escolar na sociedade neoliberal Pérez Gómez – trecho sobre valores. Disponível na Xerox.

Questiona : Qual o jogo que os EUA estão colocando para o mundo brincar e jogar?

Monopolio – banco imobilário. Faz Críticas aos valores que regem as relações do mundo.

O imbecil coletivo – Olavo de Carvalho http://www.olavodecarvalho.org/livros/imbecil.htm

E cita que enquanto a turma não se posicionar ele vai continuar sugerindo leituras para poder “botar fogo” nas discussões. Reconhece que saiu do norte traçado e é retomada a discussão com alguns posicionamentos a partir da leitura do texto.

Algo sobre descrever o falar, o significado que emerge a partir do acontecimento.

O que é que se quer dizer? Quem diz? O ser que ele procura está no lugar social onde se fala.

Eu estava ali apenas na condição de relator, meu desejo era sair da sala e não consegui sintetizar as idéias do colega.

O professor fala sobre Estudos em Representações Sociais, cita a abordagem Estrutural de Abric que envolve a Teoria do Núcleo Central e os Elementos periféricos e neste momento “fujo” na tentativa de me reencontrar  a partir da solução de alguns problemas pessoais...

(...)

Este vazio fica pela minha ausência na sala de aula e pode ser preenchido pelos pares presentes.

(...)

Sobre o texto: Sociedade educação e desencantamento . É  criticado o olhar do autor sobre a sua escrita e para quem se escreve. Pessoa branca de classe media para brancos de classe média a partir dos exemplos citados. É falado sobre ter o cuidado por não se tratar da obra de Weber e sim de um olhar sobre a obra de Weber.

 

O professor faz uma confissão sobre a escolha deste texto e seu interesse para que os alunos conheçam mais sobre semiótica.

O professor propõe outro desafio, encontrar e assistir  a palestra inicial do mestrado sobre os encantos e desencantos com a educação que não me recordo o nome do palestrante, mas Sule já enviou o link ao e-mail do grupo.

 

Percebi que poucos se tornam sujeitos da fala durante a aula, preferindo a escuta, embora perceba que há algo a ser dito... proponho antes de abrirmos a discussão ao ‘grupão’, reunirmos em grupos menores num primeiro momento e, em cada grupo serem estruturados pontos ou itens para serem debatidos pelo coletivo. Acredito que possamos ganhar nas discussões que não se encerram e estimular a reflexão a partir das interações em cada pequeno grupo.

 

Na fala de encerramento da aula, o professor faz uma afirmação de perspectiva semiótica ... O importante não é o que “A” ou “B falam, mas meu posicionamento ante ao que foi dito.

 

E Isa não apresentou seu trabalho...

 

Entre os escritos, não escritos, mal ouvidos, bem ouvidos...  (re)significados pelos meus sentidos e relatados neste breve texto que não é capaz de sintetizar a vivência da aula agradeço a leitura e peço desculpas pelo prolongamento da escrita.

 

Angelo Amorim

 

Relato da Aula 4

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Relato de AulaAula nº 04 – 24 de março de 2009. Educação, Sociedade e Práxis Pedagógica.

Prof.º Miguel Angel Bordas.Prof.ª Maria Cecília de Paula Silva. 

Queridos companheiros, 

Esta aula foi particularmente enriquecedora. Iniciamos com a palavra de incentivo dos professores Miguel Angel e Cecília Paula a todos os mestrandos e doutorandos presentes para que ingressem em um ou mais grupos de estudo e de pesquisa da FACED/UFBA (Disponíveis em http://www2.faced.ufba.br/grupos_pesquisa), além do apelo para a realização de publicações científicas e apresentações de trabalhos em congressos, conferências, seminários etc. A aula foi inicialmente planejada em dois momentos: 1) a discussão dos textos – “Uma descrição densa: por uma teoria interpretativa da cultura” (Clifford Geertz) e “Modas descritivas: o observador e a construção do cenário empírico” (Miguel Bordas); e, 2) “Abordagem Corporal” (Apresentada pelos colegas Margarete e Antrifo). No primeiro momento, à medida que fazíamos as primeiras incursões na discussão dos textos, gostaria de salientar o momento em que Pillar se mostrou particularmente sensibilizada pela leitura do texto do Clifford Geertz, que afirma: “O conceito de cultura que eu defendo é essencialmente semiótico. Acreditando, como Max Weber, que o homem é um animal amarrado às teias de significados que ele mesmo teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e sua análise, portanto, não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa, à procura do significado” (Geertz, 1978:15). Nas palavras do Prof. Miguel Angel: “... cultura é uma construção por, para e apesar dos homens”.

Fundamentalmente, podemos compreender que a descrição densa comporta quatro características fundamentais: 1) Ela é interpretativa; 2) Ela interpreta o fluxo do discurso social; 3) A interpretação consiste em salvar o dito num discurso, de modo que ele não se extinga e fixá-los em forma pesquisável; 4) Ela é microscópica. Contudo, por uma série de razões, senão todos, muitos de nós, sentimos a necessidade de ler e mesmo (re) ler o texto devido a sua profundidade e a sua multiplicidade de referências, ficando deste modo a discussão dos dois textos para a aula subseqüente. Em tempo, foi recomendada a leitura de J. Adler Mortimer . A arte de ler – como adquirir uma educação liberal. Ainda ao longo dessa sessão foram citados autores como Mirian Limoeiro Cardoso, Antônio Gramsci, Florestan Fernandes, Gaston Bachelard, Hilton Japiassu, Carlo Ginzburg, Robert Darnton entre outros.

No segundo momento, Antrifo, fundamentado no livro Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, apresentou o tema “Paulo Freire na aula de dança: passos para uma pedagogia libertadora”. Fazendo emergir de sua fala questionamentos instigantes como: é possível desenvolver uma postura crítico-reflexiva em alunos inseridos nos processos de ensino-aprendizagem da dança? É possível desenvolver o aprendizado de técnicas de dança (moderna, afro, balé, flamenco, dentre outras) fora do modelo pedagógico tradicional de cópia e repetição? Existem técnicas menos rígidas e passíveis de flexibilização quanto aos métodos utilizados? Quais metodologias são mais adequadas para se buscar uma formação de corpos crítico-reflexivos no campo da dança? Como desenvolver conceitos como flexibilidade, autonomia, identidade, multirreferencialidade, co-participação, co-responsabilidade nos processos de ensino-aprendizagem da dança? É possível tirar o professor de dança do papel de modelo a ser seguido?

Em seguida, Margarete, alicerçada sobre a obra também de Paulo Freire, Educação como prática de liberdade, apresentou os temas “O corpo na perspectiva freireana” e “Metáforas (Intertextos) nos cortejos de maracatus nação: o sacro-profano no corpo descolonizado enquanto formação educacional”, problematizando: como os Cortejos de Maracatus Nação materializam o encontro do sagrado e do profano no corpo enquanto formação educacional? Como ocorre a permanência dos valores culturais herdados pelos antepassados relacionados aos aspectos sacro-profanos nos grupos de Maracatus? 

As duas abordagens foram muito provocativas e, sobretudo, inovadoras, infelizmente pouco debatidas e aprofundadas pela exigüidade do tempo no final da aula. Encerro assim a presente contribuição, agradecendo a atenção de todos os leitores e reafirmando a necessidade de continuarmos nesta caminhada de construção coletiva de saberes diversos, estimando que todos tenham sucesso no decorrer do nosso curso. Até o nosso próximo encontro.

 

Anderson Mendes Sampaio

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Última atualização em Ter, 14 de Abril de 2009 17:38
 

Relato da Aula 3

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Oi Pessoal,

Vivenciamos um momento bastante interessante, em que pudemos refletir um pouco sobre o que é essencial o que é percebido e eleito como realidade, realidade essa que se apresenta como uma nuvem de probabilidades que se cristaliza a partir do “olhar” internalizado, ontológico, individual  e do “olhar” constituído, externalizado das relações sociais.

Última atualização em Sáb, 28 de Março de 2009 18:07 Leia mais...
 

Sobre "Uma Descrição Densa"

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A descrição faz jus ao título. O autor apresenta um conceito de cultura que considera a relação homem mundo como um movimento recursivo, aí eu já estou viajando em Morin, nessa idéia de recursividade, de vai e vem de significados múltiplo e initerruptos que compõem esta nossa formação. Nem terminei de ler o texto, mas percebo a complexidade presente neste esforço do autor em "pensar o pensamento", isso também exige um esforço pessoal e até mesmo poético de ser e se compreender como sujeito. Um abraço a todos. Gilmara Vergara

Última atualização em Qua, 25 de Março de 2009 13:28
 

Cronograma de apresentação dos textos

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Apresentação do Textos

 

24/03 -  Descrição densa: por uma teoria interpretativa da cultura

 

           - Modas descritivas: o observador e a construção do cenário empírico

 

31/03 - Sociedade, educação e desencantamento

 

07/04 - Produzir para viver

 

14/04 - Educação como aliada da luta revolucionária pela superação da sociedade alienada

 

28/04 - Significação contemporânea da teoria de alienação de Marx

 

05/05 - Os conflitos são as parteiras da consciência

Última atualização em Ter, 17 de Março de 2009 17:47
 


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